Um juiz federal em Puente Grande ordenou na segunda-feira que a Fiscalía General de la República reabra o processo de investigação 34/2026 sobre Nassón Joaquín García, líder da La Luz del Mundo. A decisão revoga o despacho de não exercício da ação penal feito pela promotoria em dezembro passado. García cumpre pena nos Estados Unidos por abuso sexual de menores.
O juiz Juan José Rodríguez Velarde, baseado nos tribunais federais de Puente Grande, determinou que a FGR não pode encerrar o caso contra Nassón Joaquín García. A ordem exige a reabertura da investigação por crimes semelhantes àqueles pelos quais García se declarou culpado em 2022 na Califórnia, sendo condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por três acusações de abuso sexual de menores.
García evitou um julgamento por 19 acusações, incluindo agressão sexual de menores, posse de pornografia infantil e tráfico de pessoas. As vítimas Sochil Martín e Sharim Guzmán buscaram a revogação, considerando inexplicável o encerramento anterior realizado pelo México. “Eles chamam isso de 'problema Epstein' do México aqui. Tentamos informar o máximo possível sobre os crimes, e parece que o que estamos vendo nos Estados Unidos nunca acontecerá (no país)”, disse Martín em uma entrevista recente.
Martín e Guzmán alegam que as denúncias exporiam uma rede de lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, exploração sexual e pornografia infantil. Em 17 de abril, a Secretaría de Gobernación declarou que o registro da La Luz del Mundo como associação religiosa permanece válido, mas suspendeu os direitos de García como ministro de culto.