O ex-ministro do Interior Jorge Fernández Díaz declarou à Audiencia Nacional nesta quinta-feira que tomou conhecimento da Operación Kitchen dois anos após o seu início, por meio de reportagens na mídia. Seu ex-vice, Francisco Martínez, que prestou depoimento anteriormente, negou a existência da operação e a descreveu, em vez disso, como uma investigação de inteligência legal.
Fernández Díaz afirmou que ninguém no PP transmitiu preocupação com os documentos de Bárcenas. “Nadie en el PP me lo transmitió”, disse ele. Ele negou ter ordenado qualquer operação contra o ex-tesoureiro e rejeitou a autenticidade das mensagens que o ligavam a Martínez.
Martínez, por sua vez, alegou que existia apenas uma “operación de inteligencia” para investigar os fundos de Bárcenas e negou ter ordenado roubos de discos rígidos ou vigilância ilegal. “Yo presumo que actuaban dentro de la legalidad”, declarou.
Ambos os réus, para os quais os promotores pedem 15 anos de prisão por acusações de peculato e crimes contra a privacidade, responderam apenas aos seus advogados e ao tribunal. O depoimento ocorreu no julgamento que examina o suposto espionagem do ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas.