Ex-ministros alertam que reengenharia do INTA é um negócio imobiliário

Sete ex-ministros e secretários de Agricultura denunciam que a proposta de reengenharia do INTA visa vender quase 40 mil hectares de terras públicas e alterar sua missão histórica. Após reveses legislativos e judiciais, o governo convoca o Conselho de Diretores para aprovar mudanças estruturais. A Mesa de Enlace expressa incerteza sobre a transformação anunciada.

O Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), criado há quase 70 anos, enfrenta uma proposta controversa de reengenharia impulsionada pelo governo. Sete ex-ministros e secretários de Agricultura, Pecuária e Pesca — Felipe Solá, Javier de Urquiza, Carlos Cheppi, Julián Domínguez, Norberto Yauhar, Luis Basterra e Juan José Bahillo — emitiram um comunicado alertando que não se trata de modernização, mas de um 'negócio imobiliário' para leiloar quase 40 mil hectares de campos pertencentes à agência.

Segundo os signatários, o governo libertário persiste após reveses no Congresso e nos tribunais, onde um decreto presidencial similar foi rejeitado. Agora, pressionam o Conselho de Diretores do INTA, que não puderam dissolver, para contornar os mecanismos institucionais e aprovar a venda de terras públicas. A proposta visa redirecionar a missão do INTA: em vez de servir ao desenvolvimento federal e aos produtores das economias regionais, agricultura familiar, camponeses e setores indígenas, priorizaria projetos cofinanciados por atores privados, financiados com dinheiro público.

Os impactos antecipados incluem aposentadorias voluntárias que reduziriam drasticamente o pessoal, fechamento de programas chave, estações experimentais e projetos de pesquisa em áreas como mitigação das mudanças climáticas, desmatamento e conservação de recursos naturais. Os ex-funcionários alertam que isso afetaria centenas de milhares de produtores que dependem de políticas públicas para inovação e capacitação, levando à perda de capital humano e desenvolvimento excludente.

Em uma reunião extraordinária em 22 de dezembro de 2025, autoridades nacionais apresentaram a líderes rurais da Mesa de Enlace um documento delineando sete eixos de mudanças estruturais, incluindo revisões de programas regionais, pessoal e terras. A Mesa de Enlace, representada por figuras como Sergio Iraeta e Nicolás Pino, expressou 'incerteza e preocupação' com esses planos. Os signatários instam os membros do Conselho, incluindo entidades rurais e acadêmicos, a cumprir a vontade popular e judicial contra esse 'desmantelamento'.

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