Fux cita Banco Master em defesa de políticos do Rio

O ministro Luiz Fux, do STF, defendeu o Rio de Janeiro de críticas generalizadas feitas por colegas durante julgamento sobre eleições estaduais, citando o escândalo do Banco Master que envolveu outros membros da corte. Ele afirmou que bons políticos cariocas, se forem ao inferno, irão acompanhados de altas autoridades. O debate ocorreu em sessão sobre o comando tampão do Palácio Guanabara.

Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu a comentários de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino sobre a degradação institucional no Rio de Janeiro. Durante o julgamento sobre as eleições para o mandato-tampão no Palácio Guanabara, Fux considerou as críticas uma 'manifestação de profundo descrédito' generalizada contra o estado.

Fux destacou escândalos nacionais julgados pelo STF, como Mensalão, Lava Jato, INSS e Banco Master, para argumentar que a corrupção não se concentra no Rio. 'Há bons políticos no estado do Rio de Janeiro, que representam o estado na Câmara Federal. São excelentes políticos. De sorte que se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades', disse ele.

O caso Banco Master envolve pagamentos de R$ 80 milhões entre 2024 e 2025 ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e participação de empresas da família de Dias Toffoli em fundos fraudulentos, levando à saída de um ministro da relatoria em fevereiro. Gilmar Mendes voou em avião da Prime Aviation, de Daniel Vorcaro, sócio do banco.

Gilmar citou informações do diretor da PF, Andrei Rodrigues, sobre 32 ou 34 deputados da Alerj recebendo mesada do jogo do bicho. Flávio Dino listou ex-governadores investigados ou presos, como Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Cláudio Castro, condenado pelo TSE por 5 a 2. Moraes mencionou a condenação de Domingos e Chiquinho Brazão no caso Marielle Franco.

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