O Ministério da Fazenda reuniu-se com representantes do setor bancário para discutir a proposta de investimentos forçados promovida pelo presidente Gustavo Petro, em meio à emergência econômica e climática. A iniciativa visa obrigar as entidades financeiras a alocar recursos em setores prioritários definidos pelo Governo. As partes acordaram estabelecer mesas técnicas para avaliar um pacote de alívio proposto pelos bancos.
Em uma reunião recente, o Ministério da Fazenda e líderes do setor bancário discutiram a implementação de investimentos forçados, um mecanismo regulatório pelo qual o Estado exige que os bancos alocem uma porção de seus recursos para créditos ou usos específicos designados como estratégicos. A proposta, promovida pelo presidente Gustavo Petro, surge no contexto da emergência econômica e climática, visando mobilizar recursos para a reativação sem aumentar impostos ou dívida tradicional. O Governo argumenta que o sistema financeiro não canaliza fundos suficientes para atividades produtivas. Os participantes incluíram Jonathan Malagón e Carlos Ruiz da Asobancaria; María Lorena Gutiérrez do Grupo Aval; Juan Carlos Mora do Bancolombia; Javier Suárez do Davivienda; Mario Pardo do BBVA; e Diego Prieto do Banco Caja Social. A discussão terminou com um acordo para iniciar mesas técnicas para avaliar um pacote especial de alívio proposto pelas entidades financeiras, focado em áreas afetadas pelo fenômeno climático. Segundo Malagón, presidente da Asobancaria, essa alternativa inclui alívios para zonas de emergência sem precedentes e novos créditos produtivos para uma recuperação efetiva, embora permaneça como uma proposta em revisão. O setor financeiro expressou oposição, alertando que a medida poderia elevar os custos do crédito, aumentando as taxas médias em 50 a 100 pontos base, reduzir a disponibilidade de financiamento e perturbar o funcionamento natural do sistema ao desconsiderar critérios de risco e rentabilidade. Conclusões finais são esperadas para serem publicadas entre o final desta semana e o início da próxima, priorizando soluções para pessoas afetadas pelo clima.