A American Association of Pro-Life Obstetricians & Gynecologists (AAPLOG) afirma ter feito um pedido de teste à Aid Access, passando-se por uma adolescente de 13 anos com múltiplos fatores de risco médicos, e recebido a medicação abortiva pelo correio, levantando questões sobre as práticas de triagem para serviços online de aborto medicamentoso.
A American Association of Pro-Life Obstetricians & Gynecologists (AAPLOG), um grupo de defesa que se opõe ao aborto, diz que sua CEO, a Dra. Christina Francis, enviou uma solicitação online de pílulas abortivas à Aid Access usando informações que indicavam que a paciente tinha 13 anos e apresentava múltiplos potenciais sinais de alerta médico.
De acordo com relatos publicados pelo The Daily Wire e outros veículos conservadores, a solicitação listou condições e circunstâncias que poderiam exigir uma avaliação clínica cuidadosa — como o uso de anticoagulantes, a presença de um dispositivo intrauterino (DIU), histórico de gravidez ectópica e múltiplas cesarianas anteriores — e o serviço, mesmo assim, prosseguiu com o pagamento e o envio. Esses relatos também afirmam que o pacote chegou a Indiana em poucos dias e trazia um endereço de remetente na Califórnia.
A AAPLOG argumentou que o episódio demonstra verificação de identidade insuficiente e triagem médica inadequada para pedidos online de pílulas abortivas. A Aid Access não respondeu aos pedidos de comentário nas reportagens revisadas.
O grupo instou os legisladores federais a revisarem as regras da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para a distribuição de mifepristona, incluindo o restabelecimento da exigência de dispensação presencial. A FDA, no entanto, afirmou que a atual Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS) da mifepristona não exige uma consulta presencial antes que a paciente obtenha o medicamento e que a agência aprovou mudanças que removeram a obrigatoriedade de dispensação presencial, mantendo outros dispositivos de segurança da REMS, como a certificação do prescritor e um formulário de consentimento da paciente.
O episódio descrito pela AAPLOG não foi verificado de forma independente por reportagens amplamente divulgadas na mídia convencional, e os detalhes disponíveis publicamente provêm, em grande parte, de veículos alinhados a grupos de defesa ou partidários.