O Metropolitan Museum of Art lançou 'Costume Art', sua exposição inaugural nas novas Condé Nast Galleries permanentes. O curador Andrew Bolton estruturou a mostra em torno de diversas tipologias corporais para conectar moda e arte por meio da forma humana. Manequins interativos da escultora Samar Hejazi refletem as próprias imagens dos visitantes, promovendo empatia pessoal.
A exposição, intitulada “Costume Art”, estreou nas Condé Nast Galleries, localizadas logo após o Great Hall do Met. Este marco representa a primeira mostra do Costume Institute no novo espaço, permitindo períodos de exibição mais longos. Bolton explicou que a exposição está organizada em torno de tipologias corporais vistas em obras de arte de todo o museu, enfatizando o corpo vestido como um fio condutor. “A tese simples da mostra é, na verdade, o fato de que o corpo vestido é o fio condutor em todo o museu”, disse Bolton. Manequins diversos, modelados a partir de indivíduos reais, desafiam os padrões tradicionais de beleza, conforme observado pela acadêmica Llewellyn Negrin no catálogo, onde ela destacou como os manequins frequentemente perpetuam proporções idealizadas. A mostra explora polaridades, como a divisão entre arte e moda, por meio de seções como “Diversidade no Ser Corporal”, apresentando corpos grávidos, corpulentos e com deficiência, e “O Ser Corporal em Sua Universalidade”, abordando anatomia, envelhecimento e mortalidade. Os destaques incluem leggings de Vivienne Westwood combinadas com a gravura de 1504 de Albrecht Dürer de Adão e Eva, o monokini de 1964 de Rudi Gernreich e peças de designers como Rei Kawakubo e Duran Lantink que celebram formas não normativas. Bolton combinou uma pintura de Van Gogh com peças de Yves Saint Laurent e Jonathan Anderson para a Loewe, ligando-as por meio de temas comuns de saúde mental. Na seção “Corpo Abstrato”, roupas estruturantes históricas, como espartilhos, ilustram como a moda moldou as formas das mulheres, combinadas com o estudo de 1884 de George Seurat. A exposição inverte as visões tradicionais ao examinar obras de arte através da lente da moda. “Não estamos criando uma nova hierarquia, estamos apenas tentando criar mais equidade entre obras de arte e corpos”, observou Bolton. A mostra aborda a marginalização histórica da moda devido aos seus vínculos com o corpo e a feminilidade, enquanto combate a superficialidade impulsionada pela IA com experiências táteis, como braille no vestido de Angela Wanjiku. Bolton rejeitou rotular a mostra como “woke”, afirmando: “Não pretende ser uma mostra woke, mas sim, certamente pretende abordar como diferentes tipos de corpos estão sob ataque”. A exposição promove a conexão entre expressões criativas e experiências humanas, convidando os visitantes a projetar suas próprias histórias nas exibições.