As vendas de imóveis novos na Região Metropolitana subiram 19% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 5.809 unidades. Este crescimento, o maior desde 2021, é atribuído ao subsídio da taxa de hipoteca para imóveis de até 4.000 UF. O segmento subsidiado registrou um aumento de 27%.
A Cámara Chilena de la Construcción (CChC) informou que 5.809 novos imóveis foram vendidos na Região Metropolitana entre janeiro e março de 2026, 19% a mais que as 4.897 unidades no mesmo período de 2025. As vendas líquidas subiram 35%.
O presidente da CChC, Alfredo Echavarría, atribuiu o progresso “ao impulso que a lei de subsídio à taxa deu, que com um impacto fiscal muito baixo, incentivou muitas pessoas a decidirem pela compra de moradias de até 4.000 UF. Esta medida ajudou a reduzir as prestações mensais e a ter mais acesso ao financiamento”.
O segmento abaixo de 4.000 UF, coberto pelo subsídio promulgado há quase um ano, cresceu 27%. Dados da Abif mostram quase 40.000 de 50.000 subsídios disponíveis concedidos e mais de 20.000 pedidos em análise até fevereiro. O estoque disponível caiu 4%, para 64.840 unidades, com uma velocidade de vendas de 34 meses.
Os preços subiram 5,2% ao ano, o que Echavarría explicou pelo excesso de regulação, custos de mão de obra e materiais. O setor pede a extensão do subsídio juntamente com uma isenção temporária de IVA, enquanto o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, mencionou uma possível extensão sem, no entanto, haver progresso recente.