O Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos EUA em Nova York anulou na sexta-feira a decisão de primeira instância que ordenava a Argentina a pagar mais de US$ 16 bilhões pela expropriação da YPF em 2012. O presidente Javier Milei celebrou a decisão como uma vitória histórica e criticou ex-funcionários kirchneristas. A sentença evita um pagamento astronômico, embora a Burford Capital tenha afirmado que irá recorrer.
O Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos EUA em Nova York anulou, em 27 de março de 2026, a decisão de 2023 da juíza Loretta Preska, que havia ordenado a Argentina a pagar cerca de US$ 16,1 bilhões, acrescidos de juros, por não ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) aos acionistas minoritários após a expropriação de 51% da YPF em 2012, durante o governo de Cristina Fernández de Kirchner.
Em uma decisão de 2 a 1, o tribunal considerou o ato como soberano, e não uma violação comercial, invalidando a jurisdição de Nova York sobre a lei argentina. A defesa, liderada pela Procuración del Tesoro e por Robert Giuffra Jr., do escritório Sullivan & Cromwell, argumentou que houve interpretação equivocada da lei local.
Javier Milei celebrou no X: "Ganamos en el juicio de YPF...!!!TMAP.MAGA.VLLC!". Em um pronunciamento nacional, ele comparou o valor a "70 milhões de aposentadorias mínimas" e culpou Kirchner e Axel Kicillof por uma "aventura suicida" que causou 12 anos sem investimentos. Ele anunciou um projeto de lei para alterar a lei de expropriação. Manuel Adorni declarou: "Ganamos: la Justicia de los Estados Unidos anuló la condena por el caso YPF".
A Procuración del Tesoro classificou o episódio como de "magnitude histórica", agradecendo a Milei, María Ibarzábal Murphy, Luis Caputo, Pablo Quirno e outros. A YPF foi isentada de responsabilidade.
A Burford Capital, que financiou a ação da Eton Park e da Petersen, criticou a decisão e planeja recorrer; suas ações despencaram. As ações da YPF subiram 3% em Nova York.
Axel Kicillof exigiu que Milei "peça desculpas" por apoiar "fundos abutres". Alberto Fernández ironizou: "‘Ganamos’, dijo el mosquito". O PRO reivindicou o crédito pelos argumentos apresentados em 2017.