Tom Marzin, físico da Universidade de Cornell, criou uma fórmula para prever quantas vezes um crepe ou material flexível semelhante pode ser dobrado. A fórmula se baseia em um único número chamado comprimento elasto-gravitacional, equilibrando a gravidade e a elasticidade. Ele apresentará as descobertas em 20 de março na reunião da American Physical Society em Denver.
Tom Marzin, da Cornell University em Ithaca, Nova York, desenvolveu a fórmula enquanto passava férias na Bretanha, França, onde os crepes são populares. Ele observou que dobrar uma ponta de um crepe faz com que ele se vire para trás, mas as dobras maiores permanecem devido ao atrito e à gravidade. Esse comportamento difere das dobras permanentes de origami, envolvendo, em vez disso, uma "dobra macia ou suave" que é "apenas uma competição entre gravidade e elasticidade", diz Marzin. Ele apresentará os resultados em 20 de março em uma reunião da American Physical Society em Denver, Colorado. A principal métrica é o comprimento elasto-gravitacional, que incorpora a densidade, a rigidez e a gravidade do material. Os modelos de computador mostraram que ele controla a dobragem em vários cenários. Para verificar, Marzin testou discos de plástico, tortilhas compradas em lojas e crepes. Ele mesmo fez os primeiros crepes, mas descobriu que a espessura era inconsistente. Eu não controlava bem a espessura", diz ele. Então, pedi à minha mãe que fizesse os experimentos na França. Pedi a ela que comprasse os paquímetros, as réguas e um monte de crepes de uma marca comercial. Esses provavelmente foram feitos por uma máquina, o que garante uma boa espessura uniforme. E ela fez tudo corretamente". Os experimentos confirmaram as previsões. Para um crepe de 26 centímetros de diâmetro e 0,9 milímetros de espessura, são possíveis até quatro dobras. Uma tortilha do mesmo tamanho, com 1,5 mm de espessura e comprimento de elasto-gravidade 3,4 vezes maior, permite apenas duas dobras. Esse comprimento captura toda a física subjacente", diz Marzin.