Leopoldo Satrústegui, presidente da Hyundai Espanha, classificou como um erro a exigência de 'fabricado na Europa' no novo plano de subsídios para veículos elétricos Auto+. Ele argumenta que os subsídios deveriam ser iguais para todos os modelos e critica os critérios de preço e bateria. O executivo também anunciou o lançamento da marca premium Genesis no mercado espanhol este ano.
O novo programa espanhol Auto+ para veículos elétricos, ainda não aprovado, utiliza critérios como a fabricação europeia para definir subsídios de até 4.500 euros, somados a 1.000 euros das marcas. O objetivo é proteger a produção da UE de rivais como a China, mas a medida impacta a Hyundai, que fabrica vários modelos fora da Europa. “Acho que o componente de fabricação na Europa é um erro; a ajuda deveria ser igual para todos”, disse Satrústegui ao jornal Cinco Días. O modelo mais barato da marca, o Inster, é produzido no exterior e perde 25% do incentivo, enquanto o Kona elétrico e o Tucson híbrido plug-in são fabricados na Europa. Ele classificou o critério de bateria europeia, que representa 10% da ajuda, como uma “bagunça”. Satrústegui contesta o teto de preço: veículos abaixo de 35.000 euros (sem IVA) recebem a ajuda integral, mas aqueles acima de 45.000 euros não são elegíveis. “É negativo porque precisamos convencer os clientes a comprar elétricos como carros principais, que geralmente são mais caros”, argumenta, embora celebre o fundo de 400 milhões de euros com duração prevista até meados do ano. Os elétricos representaram 9,2% do mercado de carros de passeio na Espanha em fevereiro, segundo a Anfac. A Hyundai prevê 11-12% este ano, dependendo da duração do Auto+. Enquanto isso, a empresa introduzirá a Genesis no segundo semestre, com três modelos totalmente elétricos e concessionárias em Barcelona, Madri e Valência, visando 3.000 vendas anuais no segmento premium.