No Dia Nacional do Empreendedorismo, a Valor Pyme divulgou dados que destacam o papel das PMEs na economia chilena. Existem 759.320 PMEs ativas que, ao lado dos microempreendedores, compõem 98,3% do tecido empresarial, embora suas vendas representem apenas 11,7% do total nacional.
A Valor Pyme, uma plataforma liderada pelo BCI, compilou números do Banco Central em maio de 2025 e do Serviço de Impostos Internos em 2023 para avaliar o impacto das PMEs. Esse universo inclui 759.320 PMEs ativas e quase 2 milhões de microempreendedores.
Quanto ao emprego, as MiPymes empregam mais de 6,4 milhões de pessoas, cerca de metade da força de trabalho. Elas geram 46,8% dos empregos formais dependentes e 58,6% das contratações por honorários, em meio a uma taxa de desemprego de 8,9% no primeiro trimestre de 2026, segundo o INE.
Os desafios permanecem: as microempresas pagam uma média de 407.000 pesos mensais, contra 1,17 milhão das grandes empresas. Além disso, 21% dos trabalhadores de PMEs não possuem contrato, com a informalidade atingindo 48% nas microempresas.
"As grandes empresas não podem mais crescer sozinhas. Elas precisam das PMEs. É uma corrente em que todos ganham", afirmou André Cazor, diretor de Estudos da FE Consulting. Nas compras públicas, 35% do ChileCompra é destinado às MiPymes, variando conforme a região: 54% em Aysén e 25% na Região Metropolitana.
"O Estado atua simultaneamente como um dos principais clientes e uma das principais barreiras para as MiPymes chilenas", afirma o relatório da Valor Pyme.