John Steenhuisen, líder da Democratic Alliance e ministro da agricultura, demitiu o ministro do ambiente da África do Sul, Dion George, enquanto ele participava da cimeira climática COP30 no Brasil. A medida atraiu críticas pelo seu timing e pela escolha do substituto, visto como alinhado com interesses de comoditização da vida selvagem. Esta remodelação ocorreu a 24 de dezembro de 2025.
Numa decisão administrativa surpreendente, John Steenhuisen, líder da Democratic Alliance e ministro da agricultura da África do Sul, removeu Dion George do cargo de ministro do ambiente. A demissão ocorreu enquanto George representava o país na cimeira sobre clima e biodiversidade COP30 no Brasil, um fórum internacional chave que aborda desafios ambientais globais.
George adotara recentemente uma postura reformista, levantando preocupações sobre práticas como criação em cativeiro, caça em enlatados e o papel da África do Sul no comércio de vida selvagem. O seu substituto é percebido como mais favorável às indústrias envolvidas na caça e na comercialização de animais selvagens, podendo alterar as prioridades políticas para exploração económica em detrimento da conservação.
O timing da remodelação foi destacado como particularmente disruptivo, ocorrendo a meio da conferência e minando a posição diplomática da África do Sul. Críticos argumentam que sinaliza uma priorização de interesses de lobby domésticos sobre compromissos internacionais em biodiversidade e ação climática. A África do Sul enfrenta escrutínio contínuo sobre as suas políticas ambientais, incluindo perda de biodiversidade e o setor de vida selvagem em cativeiro.
Este evento sublinha tensões na governação do país, onde decisões sobre liderança ambiental intersectam agendas políticas e económicas. Enquanto a nação navega o seu papel em negociações ambientais globais, a remodelação levanta questões sobre continuidade e credibilidade nos esforços de conservação.