Na madrugada de sábado, 28 de março, para domingo, dia 29, os relógios na Espanha serão adiantados em uma hora para o início do horário de verão. No continente, as 2h00 passam a ser 3h00, e nas Ilhas Canárias, a 1h00 passa a ser 2h00. A prática continua após 52 anos em meio a debates sobre seus efeitos na saúde.
A mudança de horário entrará em vigor durante a noite de sábado, reduzindo em uma hora o tempo de sono, trabalho ou lazer. Uma pesquisa de 2023 do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) mostra que 66% dos espanhóis preferem o horário de verão em relação ao de inverno, embora 67% queiram o fim das mudanças bianuais. Especialistas da Sociedad Española del Sueño (SES) e da Asociación Española de Pediatría (AEP) defendem o horário de inverno permanente. "Ele promove um ritmo biológico mais estável do que o horário de verão, melhora o desempenho intelectual e ajuda a reduzir doenças cardiovasculares, obesidade, insônia e depressão", afirma a SES. María José Martínez Madrid, coordenadora de Cronobiologia da SES, observa que "a luz é o principal sincronizador do nosso relógio biológico". Ela alerta que o atraso da escuridão natural causa alterações hormonais, afetando mais gravemente crianças e idosos, com ajustes que levam até cinco dias. O primeiro-ministro Pedro Sánchez propôs ao Conselho Europeu no ano passado o fim das mudanças a partir de 2026, afirmando que isso "quase não economiza energia e impacta negativamente a saúde e a vida das pessoas". O plano estagnou sem consenso, sendo necessária a adesão de 15 países que representem 65% da população para revogar a diretriz atual. A Espanha observa a mudança bianual desde 1974, decorrente da crise do petróleo da década de 1970 para economizar energia. O fuso horário da Europa Central cria desencontros solares, como destacou Jaume Vallès em uma carta ao EL PAÍS. Os relógios serão atrasados em 25 de outubro, com os cronogramas definidos até 2031.