O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirma que a região dos Apalaches contém cerca de 2,3 milhões de toneladas métricas de lítio não descoberto e economicamente recuperável — uma quantidade que, segundo cálculos, poderia substituir cerca de 328 anos de importações de lítio dos EUA com base nos níveis de 2024.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou em um comunicado à imprensa em 28 de abril que uma nova pesquisa estima que a região dos Apalaches contém aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lítio não descoberto e economicamente recuperável, o suficiente para substituir cerca de 328 anos de importações dos EUA nos níveis de 2024.
O USGS informou que a estimativa é baseada em avaliações de pegmatitos contendo lítio e foi publicada na revista revisada por pares Natural Resources Research. No detalhamento do USGS, os Apalaches do sul contêm cerca de 1,43 milhão de toneladas métricas de óxido de lítio, concentradas nas Carolinas, enquanto os Apalaches do norte contêm cerca de 900.000 toneladas métricas, concentradas no Maine e em New Hampshire.
O comunicado da agência também observou que os Estados Unidos possuem atualmente apenas um produtor doméstico de lítio e dependeram de importações para mais da metade do lítio utilizado no ano de relatório mais recente citado. O USGS acrescentou que, embora a Austrália seja o maior produtor mundial de lítio, a China é a segunda e responde pela maioria do refino e consumo global de lítio.
A coluna de opinião do Daily Wire que destacou o comunicado do USGS argumentou que a estimativa ressalta a escala dos potenciais recursos domésticos, apontando para o papel dos EUA como um importante produtor de lítio décadas atrás e enquadrando a expansão da mineração como parte de um esforço mais amplo para reduzir a dependência da cadeia de suprimentos. O comunicado do USGS, no entanto, enfatizou que suas estimativas de recursos carregam incertezas e são apresentadas com um nível de confiança de 50%.