As mulheres mantêm pontuações normais em testes de memória padrão por quase três anos a mais que os homens, mesmo após o início das alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer. Essa vantagem cognitiva pode mascarar sinais precoces da doença e atrasar o tratamento. Uma nova análise de estudos de longo prazo nos EUA e no Canadá destaca a questão.
Pesquisadores liderados por Sasha Novozhilova, da Universidade McGill, examinaram dados de idosos que passaram por testes cognitivos regulares e exames cerebrais. Os participantes recordaram listas de 15 palavras em condições imediatas, tardias e com distração. Mulheres com acúmulo significativo de amiloide no cérebro continuaram a pontuar normalmente por uma média de 2,7 anos a mais do que homens com patologia comparável.