Andrés Conesa, CEO da Aeroméxico, reiterou que construir um terceiro terminal no Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM) é essencial para expandir a capacidade no Vale do México para 100 milhões de passageiros anuais, combinando AICM, AIFA e Toluca. Conesa reconheceu os trabalhos em curso no AICM para a Copa do Mundo FIFA de 2026 e evitou comentar propostas para um único aeroporto em Texcoco. Especialistas alertam que o sistema atual é ineficiente, com céus saturados e custos operacionais em alta.
Andrés Conesa, CEO da Aeroméxico, enfatizou a necessidade de um terceiro terminal no AICM para complementar o sistema aeroportuário metropolitano. “Um terceiro terminal seria muito bom para os usuários, para o país e para o próprio aeroporto. Complementaria o sistema aeroportuário metropolitano”, disse Conesa ao El Financiero. Este terminal permitiria até 100 milhões de passageiros anuais no Vale do México, integrando AICM, Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA) e Toluca. nnO projeto do Terminal 3 foi planejado durante o governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, mas cancelado com o lançamento da AIFA. Em julho de 2019, a Secretaria de Comunicações e Transportes solicitou 698 milhões 275 mil pesos para estudos pré-investmentistas, visando melhorar a experiência dos viajantes em um antigo hangar presidencial sem aumentar as operações no AICM saturado. nnConesa elogiou as modernizações nos terminais existentes e a renovação das pistas de taxiamento no AICM, em preparação para a Copa do Mundo FIFA de 2026. “Espero que após a Copa do Mundo possamos retomar este tema (do Terminal 3)”, acrescentou. Ele observou que a AIFA ainda pode crescer em passageiros, mas a expansão do AICM é necessária para a demanda regional. nnEm um fórum do Centro de Estudos Espinosa Yglesias (CEEY), especialistas como Roberto Kobeh González, ex-presidente da OACI, criticaram o sistema atual: “O sistema aeroportuário fala de algo que não existe. O sistema é um grupo de aeroportos que atendem uma cidade onde se coordenam, complementam e ajudam uns aos outros. Neste caso, eles não se ajudam, complementam nem coordenam.” José Alfredo Covarrubias, da União Nacional de Controladores de Tráfego Aéreo, destacou uma queda de 11% nas aeronaves no AICM em comparação aos níveis pré-pandemia, com 50,3 milhões de passageiros pré-pandemia contra 44,5 milhões em 2023, e 7 milhões na AIFA, para um aumento total de apenas 2,3% em mais de cinco anos. nnO redesenho do espaço aéreo estendeu as aproximações até 80 milhas náuticas, elevando os custos de combustível para as companhias aéreas, segundo a controladora de tráfego aéreo María Larriva. Especialistas pedem um hub central para dar certeza ao setor de aviação.