Após o anúncio de 19 de dezembro do Grupo Más Vuelos, a aliança Volaris e Viva Aerobus — que controla 69% dos passageiros de companhias aéreas mexicanas — levanta preocupações antitruste no México e nos EUA. Especialistas alertam para bloqueios regulatórios, apesar das sinergias de custo prometidas.
A aliança, batizada de Grupo Más Vuelos (também referida como Grupo Mexicano de Aerolíneas), dominaria 69% dos passageiros das companhias aéreas mexicanas — mais que o dobro da participação da Aeroméxico — e 44% do tráfego total para/de México, incluindo transportadoras estrangeiras. No mercado México-EUA (40 milhões de passageiros anuais), ela reivindicaria quase 25%, superando os 18% da American Airlines.
As autoridades antitruste no México, EUA, Colômbia e além estão examinando o acordo em meio a tensões na aviação EUA-México. O especialista em direito da aviação Juan Carlos Machorro, do Santamarina y Steta, observou: “Isso se qualifica como concentração. Desde o início, uma concentração nesse nível acende bandeiras vermelhas em qualquer autoridade antitruste.”
O CEO da Volaris, Enrique Beltranena, destacou o foco transfronteiriço, enquanto o CEO da Viva Aerobus, Juan Carlos Zuazua, enfatizou sinergias em frota, infraestrutura e sistemas para reduzir custos de aeronaves. A entidade combinada excede 250 aviões, visando tarifas baixas para expandir o mercado de baixa penetração do México. Os reguladores avaliarão riscos à concorrência e aos preços em rotas principais.