Astrônomos detectaram, pela primeira vez, monóxido de carbono na atmosfera inferior de Urano, indicando que o planeta possui um interior muito mais gelado do que se pensava anteriormente.
Thibault Cavalié, da Universidade de Bordeaux, liderou o estudo utilizando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, no Chile.
As observações ocorreram três vezes entre 2022 e 2024. A equipe descobriu que apenas modelos com alto conteúdo de gelo poderiam explicar os níveis de monóxido de carbono medidos.
“Descobrimos que Urano está mais para o lado de gigante gelado do que para o lado de gigante rochoso”, afirmou Cavalié. Ele acrescentou que os resultados sugerem que o debate de longa data sobre a composição do planeta pode agora estar resolvido.
Vanesa Ramirez, da Universidade de Leiden, observou que as suposições sobre a química e a estrutura interna permanecem incertas. Ela disse que os dados, por si só, não definem totalmente se Urano é predominantemente rico em gelo ou rico em rochas.