Em Petersburg, Virgínia, um projeto de desenvolvimento disperso está instalando casas fabricadas em fábrica sobre fundações permanentes em vários bairros historicamente negros, incluindo Delectable Heights. Respaldado por créditos fiscais federais para habitação de baixa renda, o projeto visa oferecer aluguéis e oportunidades de propriedade a custos mais baixos, ao mesmo tempo em que tenta combater o estigma persistente em torno da habitação manufaturada.
Petersburg, Virgínia, está adicionando casas fabricadas em fábrica a lotes vazios, anteriormente de propriedade da cidade, como parte de um pequeno desenvolvimento acessível de habitação dispersa que inclui locais em Delectable Heights e outros bairros predominantemente negros. O desenvolvimento—conhecido como Homes in the Heights—é liderado pela EquityPlus, com a MH Advisors como parceira de desenvolvimento, de acordo com um estudo de caso publicado pelos Pew Charitable Trusts e pelo Harvard Joint Center for Housing Studies. O estudo de caso Pew/Harvard descreve o projeto como um esforço de 18 unidades que combina casas unifamiliares no estilo CrossMod e duplexes, e afirma que os lotes foram selecionados individualmente para o projeto. O projeto também foi descrito pelo National Council of State Housing Agencies (NCSHA) como associando habitação manufaturada a Créditos Fiscais de Habitação de Baixa Renda (LIHTC). O NCSHA relatou que a Virginia Housing apoiou o plano e que a estrutura foi concebida para permitir que certas unidades de aluguel sejam vendidas aos inquilinos após um período inicial de locação. Autoridades locais associaram o esforço a objetivos mais amplos de estabilização de bairros em Delectable Heights, uma área há muito reconhecida pela sua história como comunidade de residentes negros livres no século XIX. Howard Myers, membro do Conselho Municipal de Petersburg que representa a área, discutiu o legado histórico de Delectable Heights e os trabalhos contínuos de revitalização da cidade em reportagens locais. De forma mais ampla, investigadores de habitação e grupos de políticas afirmam que a habitação fabricada em fábrica—termo guarda-chuva que pode incluir casas manufaturadas pelo Código HUD, casas CrossMod e construção modular—pode reduzir o tempo de construção e os custos em certas circunstâncias, mas a sua adoção é frequentemente limitada por regras de ordenamento do território, práticas de financiamento e oposição comunitária. A Pew documentou como regras de ordenamento e de titulação podem limitar onde as casas manufaturadas podem ser instaladas e como são financiadas. No plano das políticas, legisladores federais têm avaliado alterações à definição de casas manufaturadas na lei federal. Um relatório recente do Congressional Research Service nota que alguns observadores argumentam que o requisito federal de longa data de que uma casa manufaturada seja construída num chassi permanente está desatualizado, e discute propostas que permitiriam tratar as casas como habitação manufaturada «com ou sem chassi permanente». O marketing da indústria e a cobertura associada também destacaram esforços para modernizar o design e alargar o apelo ao consumidor. A Clayton Homes, uma das maiores construtoras de casas manufaturadas do país, promoveu modelos a $250.000 ou menos em muitos mercados e participou no Innovative Housing Showcase da HUD, segundo materiais da empresa e cobertura setorial ou de estilo de vida. Como a reportagem da NPR citada na lista de fontes fornecida não está diretamente acessível para verificação de texto nesta análise (devido a restrições técnicas e de acesso), detalhes específicos atribuídos em algumas versões da narrativa—como o número exato de casas instaladas «dezenas», a comparação de custo por pé quadrado, a afirmação de que as casas podem ser concluídas «em dias» e as declarações citadas atribuídas a residentes individuais—não puderam ser confirmadas de forma independente aqui a partir do texto primário disponível. Os elementos verificados acima baseiam-se em documentação acessível da Pew/Harvard, NCSHA, reportagens locais, investigação federal da CRS e materiais publicados da Clayton Homes.