A Flórida iniciou uma investigação estadual sobre o programa Disability Access Service (DAS) do Walt Disney World, após o fim do prazo de mediação sem uma resolução. A apuração ocorre após uma denúncia de discriminação de um visitante, que alega que a política viola leis de direitos civis. O agravamento do caso representa um desafio significativo às mudanças de acessibilidade implementadas pela Disney entre 2024 e 2025.
A denúncia de um visitante contra as políticas revisadas do DAS da Disney avançou para uma investigação formal da Comissão de Relações Humanas da Flórida (FCHR). O processo de mediação, que visava a um acordo confidencial, foi encerrado sem sucesso após o vencimento do prazo no início de abril de 2026. Os investigadores da FCHR agora têm autoridade para solicitar documentos internos, entrevistar funcionários e avaliar a conformidade com a Lei de Direitos Civis da Flórida, que está alinhada à lei federal Americans with Disabilities Act (ADA). O denunciante alega discriminação ilegal decorrente de critérios de elegibilidade mais rígidos para o DAS, focados principalmente em deficiências de desenvolvimento, como autismo, e excluindo muitas pessoas com condições físicas ou invisíveis, como doença de Crohn, esclerose múltipla ou síndrome de taquicardia ortostática postural (POTS). A Disney introduziu essas mudanças entre 2024 e 2025 para lidar com o que os representantes chamaram de uso abusivo do sistema, uma vez que a utilização do DAS triplicou em cinco anos, aumentando o tempo de espera nas filas comuns para outros visitantes. Representantes da empresa sustentam que a política preserva o serviço para aqueles que mais precisam, oferecendo alternativas como cadeiras de rodas, a opção de retorno à fila (Return to Queue) ou passes Lightning Lane. Críticos, incluindo comentários do Orlando Sentinel, argumentam que essas mudanças restringem as opções e prejudicam a experiência das famílias ao segregar visitantes ou ignorar necessidades de saúde complexas. A investigação examinará os processos de elegibilidade conduzidos pelos profissionais de saúde da Disney, possíveis impactos desproporcionais e se as alternativas constituem acomodações razoáveis. A constatação de causa fundamentada poderá resultar em multas, reversões de políticas ou ações coletivas.