Na cobertura em curso do tiroteio em massa de 1 de março de 2026 em Austin, que matou três pessoas e feriu mais de uma dúzia, uma nova ação judicial afirma que o atirador, Ndiaga Diagne, agrediu um colega de trabalho da Tesla de 65 anos na Gigafactory da empresa em dezembro de 2025. A ação acusa a Tesla de negligência por não supervisionar um funcionário com conhecidas tendências agressivas.
Uma ação judicial protocolada em 6 de março de 2026 no tribunal do condado de Travis acusa Ndiaga Diagne, o atirador morto pela polícia após o ataque na Sixth Street, de agredir a colega de trabalho Lillian Brady em 4 de dezembro de 2025, na Gigafactory da Tesla em Del Valle. A queixa detalha que Diagne, durante uma pausa para oração autorizada em uma área comum, “violentamente e sem provocação” agarrou a Brady, de 65 anos, e a jogou no chão, causando ferimentos no pescoço e nas costas. A ação alega que Diagne era um funcionário da Tesla com um “temperamento volátil e propensão à agressão”, do qual a empresa tinha conhecimento, mas falhou em abordar, violando seu dever de cuidado. O advogado de Brady, Robert Hilliard, observou que sua cliente só reconheceu Diagne pela cobertura noticiosa pós-tiroteio. Ela relatou o incidente à Tesla e ao Escritório do Xerife do Condado de Travis, mas a Tesla reteve o nome do agressor e as imagens de vídeo; o caso foi encerrado após a morte de Diagne. Hilliard chamou isso de “um sinal de alerta precoce de um perigo muito maior” e acusou a Tesla de “obstrução”. A chefe de polícia de Austin, Lisa Davis, confirmou que não houve contato prévio do departamento com Diagne. O Escritório do Xerife investigou a agressão, mas encerrou o caso devido à sua morte. Registros também mostram a prisão de Diagne em 2022 em um acidente de carro no Texas e um histórico de violência doméstica naquele ano. O FBI entrevistou Brady no âmbito da investigação federal em curso sobre o tiroteio. A Tesla não comentou nem confirmou o emprego de Diagne. A ação judicial busca mais de 1 milhão de dólares pela dor, angústia, perda de salário e custos médicos de Brady, citando negligência grave. Isso segue relatos do incidente anterior de Diagne em 2016, envolvendo um pedestre em Nova Iorque.