O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), optou por manter uma visita ao litoral do estado nesta sexta-feira (19) e não compareceu à inauguração de uma ponte ligando o Brasil ao Paraguai com o presidente Lula, em Foz do Iguaçu. Ele justificou a decisão pelo lançamento de uma operação de segurança para o verão, agendada há 22 dias. Nos bastidores, há reclamações sobre a data escolhida pelo governo federal.
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), possível candidato à Presidência em 2026, manteve nesta sexta-feira (19) uma agenda no litoral do estado e não compareceu a uma solenidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a inauguração de uma nova ponte que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu (PR).
Ratinho Jr. explicou que o evento de lançamento da operação Verão, envolvendo 2.000 agentes de segurança, já estava marcado há 22 dias. "Não ficaria bem com a sua consciência em deixar em segundo plano homens e mulheres das forças de segurança que deixaram suas casas neste período de festas para defender os paranaenses", afirmou o governador.
Nos bastidores, o governo paranaense reclamou de Lula ter mantido a data de sexta-feira (19) para a inauguração, quando o evento poderia ter sido transferido para o sábado (20), dia em que líderes do Mercosul se reúnem na cidade. O presidente paraguaio, Santiago Peña, também teria se sentido desconfortável com o calendário e planeja realizar sua própria cerimônia no sábado.
Essa ausência ocorre uma semana após um atrito entre os governos estadual e federal sobre uma via de acesso à nova ponte. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a Polícia Rodoviária Federal tentaram vetar a inauguração da via por falta de sinalização adequada, mas Ratinho Jr. autorizou sua abertura, argumentando que se trata de uma obra do Der (Departamento de Estradas de Rodagem) estadual.