O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (13) a nomeação de Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública, substituindo Ricardo Lewandowski. O indicado, ex-procurador-geral da Bahia e com breve passagem pelo cargo em 2016, recebeu apoio de aliados baianos do PT, mas é pouco conhecido por congressistas de fora do estado. Políticos expressam opiniões mistas sobre sua experiência em segurança pública.
Wellington César Lima e Silva, anunciado por Lula em 13 de janeiro de 2026, assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública após uma breve passagem pelo cargo em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Na época, ele ficou apenas 14 dias, pois o STF anulou sua posse ao determinar que membros do Ministério Público não podem acumular funções no Executivo. O relator da ação, Gilmar Mendes, foi acompanhado por todos os ministros, incluindo Ricardo Lewandowski, então presidente do STF, que justificou: "Claro que é uma decisão difícil, personalíssima, mas o Supremo Tribunal Federal absolutamente não está interferindo na decisão da Presidência da República".
Antes da nomeação atual, Lima e Silva foi procurador-geral de Justiça da Bahia durante gestões petistas, secretário-especial para Assuntos Jurídicos da Presidência no início do governo Lula 3, até julho de 2024, e depois chefiou o departamento jurídico da Petrobras. A escolha foi articulada por Jaques Wagner e contou com apoio de Rui Costa e da ala baiana do PT. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e discutida em reunião no Palácio do Planalto com o interino Manoel Carlos de Almeida Neto, focando prioridades em ano eleitoral, com segurança pública em destaque para 2026.
Congressistas reagem de forma variada. O deputado Mendonça Filho (União-PE), relator da PEC da Segurança Pública, vê positivamente a origem no MP: "Ele sabe o papel dos Gaecos, conhece o mundo da persecução penal e tem a compreensão da importância de estar na ponta". No entanto, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) alerta que ele não tem lastro na área de segurança e critica a atenção do governo Lula ao tema. O deputado Alberto Fraga (PL-DF) questiona a escolha de não especialistas, enquanto o senador Otto Alencar (PSD-BA) elogia sua capacidade executiva e confiança de Lula. O líder petista Lindbergh Farias (RJ) destaca seu perfil combativo, útil em ano de eleições.