Pesquisadores elevaram a qualidade de morangos ao aumentar a atividade de um gene de manutenção celular chamado FveIPT2. A modificação elevou os níveis de antocianinas e terpenoides para proporcionar cor, aroma e nutrição mais ricos, sem afetar o crescimento da planta, o tamanho do fruto ou o teor de açúcar. Os resultados, publicados na Horticulture Research, desafiam as percepções sobre genes celulares básicos.
Cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing e da Universidade de Connecticut utilizaram morangos silvestres para testar os efeitos da superexpressão do FveIPT2, um gene relacionado ao tRNA ligado à produção de citocinina. As plantas modificadas apresentaram níveis significativamente maiores de antocianinas, flavonoides e compostos fenólicos, resultando em uma cor vermelha mais profunda nos frutos. Os níveis de terpenoides também aumentaram, incluindo monoterpenoides e sesquiterpenoides que realçam o aroma e o sabor, com compostos como o linalol aumentando enquanto odores mais fortes diminuíram. Notavelmente, não ocorreram alterações no desenvolvimento da planta, floração, peso do fruto, formato ou teor de açúcar, evitando os compromissos comuns na engenharia metabólica. O estudo foi publicado na Horticulture Research (2025; 12 (8)), com materiais fornecidos pela Universidade Agrícola de Nanjing. Os pesquisadores afirmaram: “Este estudo mostra que genes que geralmente consideramos 'de manutenção' podem ter efeitos surpreendentemente específicos e valiosos”. Eles acrescentaram que o direcionamento de tais genes melhorou a cor, o aroma e os compostos nutricionais dos frutos sem prejuízos ao crescimento, oferecendo aos melhoristas novas e sutis ferramentas para o aprimoramento de culturas. A descoberta sugere que genes de manutenção influenciam o metabolismo secundário, potencialmente auxiliando na melhoria do morango e de outras culturas, preservando o rendimento e o vigor.