Pesquisadores da The University of Queensland identificaram uma região genética em uma banana selvagem que resiste ao Fusarium wilt Subtropical Race 4, uma ameaça às bananas Cavendish em todo o mundo. A descoberta, da variedade selvagem Calcutta 4, oferece aos criadores uma ferramenta para desenvolver bananas comerciais resistentes a doenças. Este estudo de cinco anos fornece um roteiro para proteção sustentável contra o fungo transmitido pelo solo.
Uma equipe liderada pelo Dr. Andrew Chen e pela Professora Elizabeth Aitken na The University of Queensland identificou a região genômica no cromossomo 5 da banana diploide selvagem Calcutta 4 que confere resistência ao Fusarium wilt Subtropical Race 4 (STR4), uma variante da doença de Panama. Este fungo, que se espalha pelo solo e persiste para infectar culturas futuras, ameaça a produção global de bananas Cavendish em regiões subtropicais. «O Fusarium wilt —também conhecido como doença de Panama— é uma doença destrutiva transmitida pelo solo que afeta bananas Cavendish cultivadas em todo o mundo por meio de suas cepas virulentas Race 4», explicou o Dr. Chen. O patógeno faz com que as plantas murchem e morram, deixando contaminação duradoura que desafia a agricultura convencional. Para localizar a resistência, os pesquisadores cruzaram Calcutta 4 com bananas diploides suscetíveis, cultivaram a prole e as expuseram ao STR4. Em seguida, compararam o DNA das plantas sobreviventes e infectadas, usando genética avançada, sequenciamento genômico e análise de segregantes agrupados. «Localizamos a fonte de resistência ao STR4 na Calcutta 4... Este é um achado muito significativo; é a primeira dissecção genética da resistência à Race 4 desta subespécie selvagem», declarou o Dr. Chen. O esforço durou cinco anos, com cada geração de banana exigindo pelo menos 12 meses para amadurecer para testes e reprodução. Embora a Calcutta 4 seja fértil, seu fruto não é comestível, tornando-a inadequada para uso comercial. Em vez disso, os achados visam orientar a criação de variedades resistentes e palatáveis. O trabalho futuro desenvolverá marcadores moleculares para detecção precoce da característica, acelerando a seleção e reduzindo custos. «O próximo passo é desenvolver marcadores moleculares para rastrear a característica de resistência de forma eficiente, para que os melhoradores de plantas possam selecionar mudas precocemente», disse o Dr. Chen. O estudo, financiado pela Hort Innovation e pelo Governo Australiano, aparece em Horticulture Research.