Metais tóxicos detectados em bananas perto do local do desastre mineiro do Brasil em 2015

Pesquisadores encontraram níveis elevados de metais tóxicos como chumbo e cádmio em bananas cultivadas em solo contaminado pelo colapso da barragem de Fundão, no Brasil, em 2015. O estudo destaca riscos potenciais à saúde para crianças menores de seis anos que consomem essas bananas. Embora adultos enfrentem ameaças imediatas menores, a exposição a longo prazo pode representar perigos cumulativos.

Em novembro de 2015, a barragem de rejeitos de Fundão colapsou em Mariana, Minas Gerais, Brasil, liberando resíduos de mineração de ferro que alcançaram o estuário do rio Doce em Linhares, Espírito Santo. Uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, examinou culturas nessa área afetada, com foco em bananas, mandioca e cacau. Os pesquisadores analisaram níveis de cádmio, cromo, cobre, níquel e chumbo no solo e nos tecidos vegetais. Seu trabalho, publicado em Environmental Geochemistry and Health em 2025, revelou que esses elementos potencialmente tóxicos (PTEs) dos rejeitos de mineração são absorvidos pelas plantas. Em bananas e mandioca, a maioria dos PTEs se acumulou mais em raízes e tubérculos do que nas partes comestíveis, exceto o cromo. O cacau apresentou concentrações mais altas em caules, folhas e frutos, com cobre e chumbo na polpa excedendo os limites estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A autora principal, Amanda Duim, cuja pesquisa de doutorado na Faculdade de Agronomia Luiz de Queiroz da USP começou em 2019, explicou o processo de transferência: «O conteúdo de óxido de ferro no solo, que é o principal constituinte dos rejeitos, correlaciona-se com seu conteúdo na planta. Estudamos a passagem dos constituintes dos rejeitos no solo para a água, e depois da água para a planta, incluindo suas folhas e frutos.» As avaliações de risco à saúde usaram métricas como o índice total de risco (TRI), considerando dados de consumo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pesos corporais e durações de exposição. Para adultos acima de 18 anos, os valores de TRI estavam abaixo de 1 para a maioria dos metais, indicando baixo risco não cancerígeno. No entanto, para crianças menores de seis anos, o TRI para bananas excedeu 1, impulsionado por níveis de chumbo acima de 0,8-2,3 mg/kg e cádmio superando 0,05 mg/kg nos frutos. Tiago Osório, professor da USP, observou o estudo em andamento: «Nosso grupo tem estudado os impactos do colapso da barragem há anos. Obtivemos as primeiras amostras sete dias após o acidente e imediatamente entendemos que havia um risco iminente de contaminação de plantas, solo, água e peixes.» Tamires Cherubin, coautora, alertou: «Esses elementos existem naturalmente no ambiente. Estamos expostos a eles em concentrações menores. Mas no caso de um desastre como o de Mariana, quando se espera aumento da exposição, precisamos ter cautela extra.» A equipe alerta para efeitos potenciais a longo prazo, incluindo problemas renais, cardíacos e neurológicos pelo chumbo, e riscos carcinogênicos possíveis ao longo de 75 anos de vida devido a danos no DNA. Preocupações de curto prazo envolvem problemas gastrointestinais, pulmonares, de pele e oculares.

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