Em resposta à escassez de diesel provocada por conflitos no Oriente Médio, incluindo ataques recentes ao Irã, o Departamento de Recursos Minerais e Petróleo da África do Sul iniciou uma revisão abrangente do mecanismo de precificação de combustíveis. Reformas nas margens do setor estão previstas para março de 2027, com um corte temporário de R3 por litro no imposto sobre combustíveis oferecendo alívio de curto prazo diante da alta dos preços globais do petróleo.
A escassez, particularmente grave na região de Overberg, em Western Cape—onde um morador de Caledon lamentou 'Daar’s niks diesel in die Overberg nie' ('Não há diesel em Overberg')—levou a fornecedora OVK a suspender pedidos em 9 de março de 2026 devido à demanda crescente, seguida por um aumento de preços a partir da meia-noite de 17 de março, à medida que os subsídios se esgotaram.
Os preços do diesel, ao contrário da gasolina regulamentada, seguem um modelo de paridade de importação: 89% atrelados a referências internacionais como a disparada do petróleo Brent, além de frete, impostos acima de R6,35/litro e margens definidas pelos varejistas que permitem aumentos rápidos, os quais críticos chamam de 'especulação antiética de preços' (embora legal). A África do Sul importa a maior parte de seu diesel após reduzir pela metade a capacidade de refino, sendo que o combustível movimenta mais de 50% dos combustíveis líquidos e é vital para o transporte rodoviário em meio aos problemas da Transnet.
Para proteger a segurança alimentar, o governo decretou uma redução temporária de R3/litro na taxa geral de combustíveis. Robert Maake, diretor do mecanismo de precificação de combustíveis, observou que a fórmula considera os custos de importação, fatores locais, tensões no Oriente Médio e a desvalorização do rand. A revisão em andamento, com um prestador de serviços contratado, concentra-se nas margens de atacado, varejo, armazenamento e distribuição, com conclusão prevista para março de 2027.