Pesquisadores identificaram uma mutação genética rara que pode ajudar pessoas de famílias longevas a permanecerem saudáveis por mais tempo, reduzindo inflamações prejudiciais. As descobertas foram apresentadas na conferência da Sociedade Europeia de Genética Humana, em Gotemburgo.
Pessoas de meia-idade com pais longevos desenvolveram doenças cardiometabólicas, em média, 13 anos mais tarde do que seus pares cujos pais tiveram uma expectativa de vida menor, de acordo com o Estudo de Longevidade de Leiden.
Os cientistas analisaram genomas de 212 grupos de irmãos longevos e localizaram 12 variantes raras que alteram proteínas, incluindo uma no gene CGAS encontrada em duas famílias. A variante parece deixar apenas uma cópia ativa do gene, reduzindo a inflamação e ainda permitindo que o corpo combata infecções.
O Sr. Pasquale Putter, do Centro Médico da Universidade de Leiden, afirmou que a mutação pode contribuir para uma maior longevidade saudável. Os pesquisadores planejam testar seus efeitos introduzindo-a em peixes-das-nuvens (killifish) no Instituto Max Planck para a Biologia do Envelhecimento, em Colônia.
O professor Alexandre Reymond, presidente da conferência, observou que o trabalho pode ajudar a identificar fatores-chave para estender a longevidade saudável em toda a população.