Em resposta ao relatório Swiss Watcher da Morgan Stanley e da LuxeConsult, que classifica as marcas de relógios suíços para 2025 — coroando a Rolex como líder, com faturamento superior ao das próximas quatro marcas combinadas, e rebaixando a Omega, da Swatch, para o quinto lugar —, o Swatch Group publicou uma carta aberta denunciando as estimativas como imprecisas e sugerindo ação legal.
A carta aberta do Swatch Group, publicada em 4 de março de 2026, criticou duramente o relatório anual Swiss Watcher pela sua 'falta de dados confiáveis' e 'metodologia questionável', que levaram a 'conclusões incorretas' sobre os faturamentos das marcas. O relatório classificara a Omega em quinto lugar, caindo do terceiro no ano anterior, atrás da Audemars Piguet e da Patek Philippe, com Oliver Müller, da LuxeConsult, destacando a perda de participação da Omega para a Rolex. Swatch destacou discrepâncias, como a alegação do relatório de uma queda de 5% no faturamento da Tissot em comparação com o aumento real de 3% da empresa. Embora seja uma empresa de capital aberto, a Swatch não divulga vendas específicas por marca. A carta alertou que as declarações do relatório sobre vendas e lucros 'poderiam comprometer seriamente a confiança de clientes e revendedores', com imprecisões 'tão graves que... deve-se considerar ação legal'. Müller não estava disponível para comentar, mas já havia explicado anteriormente o processo de estimativa do relatório em meio à opacidade da indústria, incentivando os fabricantes de relógios a fornecerem dados de forma proativa. O relatório Swiss Watcher, obtido pela JCK apesar da distribuição limitada, também destacou tendências gerais da indústria, como o aumento dos preços médios de varejo e uma queda nas unidades totais vendidas entre as 50 principais marcas.