Alerta emitido sobre nova espécie de mosquito Anopheles em cidades quenianas

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Médica do Quênia (KEMRI) emitiram um alerta após detectarem uma nova espécie de mosquito Anopheles em áreas urbanas. Este mosquito prefere ambientes criados por humanos e pode aumentar os riscos de malária nas cidades. Os esforços de monitoramento continuam em vários condados.

O agente de saúde comunitário William Omwansa coleta ovos de mosquito de um lago em Syokimau, no condado de Machakos, usando ferramentas especializadas como uma concha e um balde com filtro. Treinado pelo KEMRI, ele identifica os tipos de ovos, seleciona locais de coleta e registra dados para pesquisa. Diferente de outras espécies, os ovos de Anopheles flutuam na água e permanecem altamente viáveis, sendo preservados em frascos com produtos químicos antes da análise laboratorial.

Esta espécie de Anopheles foi detectada pela primeira vez nos condados de Turkana e Marsabit, no norte do Quênia, com a suspeita de que tenha entrado através de rotas de transporte vindas da Etiópia. Originária do Sul da Ásia e da Arábia, foi descoberta na África, no Djibuti, em 2012, o que levou a um aumento acentuado nos casos de malária no país. Ao contrário dos mosquitos rurais típicos, ela prospera em ambientes urbanos, como áreas de lavagem de carros e valas de construção.

Sua presença está confirmada em condados como Garissa, Wajir, Mandera, Lamu, Tana River e Kitui. Pesquisadores do KEMRI estão monitorando 21 condados em risco. As amostras são analisadas em laboratórios de Kisumu usando técnicas avançadas como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para determinar a espécie e seus comportamentos.

O projeto AnoSTEP Africa analisa seu impacto nos esforços de controle da malária. “Isso pode ser um grande problema se não tomarmos medidas precoces”, disse um pesquisador. Especialistas ressaltam a necessidade de cooperação da comunidade na eliminação de água estagnada e na melhoria do saneamento para reduzir os riscos de reprodução.

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