Novos modelos computacionais indicam que antigos impactos de asteroides criaram vastos sistemas hidrotermais subterrâneos na Terra primitiva. Esses ambientes poderiam ter sustentado os processos químicos necessários para o início da vida. Pesquisadores do Southwest Research Institute conduziram o estudo.
Os cientistas modelaram os efeitos de repetidas colisões em alta velocidade durante o primeiro bilhão de anos da Terra. Os impactos fraturaram a crosta, permitindo que a água quente circulasse e formasse sistemas duradouros semelhantes aos encontrados hoje em Yellowstone.
Um único grande impacto poderia ter produzido até 100 vezes a atividade hidrotermal observada na região moderna de Yellowstone. Os modelos mostram que os oito quilômetros superiores da crosta permaneceram altamente permeáveis entre 4,3 bilhões e 3,5 bilhões de anos atrás.
"Essa modelagem é nova e crucial para entendermos os primeiros ambientes dos quais a vida pode ter surgido", afirmou Amanda Alexander, a autora principal do estudo.
As descobertas foram publicadas na revista AGU Advances. Trabalhos futuros estão planejados para refinar as estimativas de como esses sistemas influenciaram a química prebiótica.