Victoria Rodríguez Ceja, governadora do Banco do México, declarou que a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho impulsionaria a atividade econômica do país. Na 89ª Convenção Bancária, ela destacou as persistentes lacunas de gênero agravadas pelos encargos familiares e preconceitos culturais.
Na 89ª Convenção Bancária, Victoria Rodríguez Ceja, governadora do Banxico, enfatizou que a lacuna de gênero no mercado de trabalho significa uma perda silenciosa de talentos femininos negligenciados nos balanços econômicos. Como sociedade, não podemos nos dar ao luxo de normalizar a persistência das lacunas de gênero no mercado de trabalho", disse ela, observando o progresso do México em uma estrutura regulatória favorável, mas a incorporação total das mulheres continua pendente. No setor financeiro, a presença de mulheres em cargos executivos tem crescido gradualmente, associada à maior estabilidade do sistema, de acordo com estudos citados. Sua presença promove maior diversidade e pluralidade na tomada de decisões, bem como melhor gerenciamento de riscos", afirmou Rodríguez Ceja. María del Carmen Bonilla, subsecretária da SHCP, apontou as disparidades de financiamento: em 2024, a taxa média de crédito para mulheres em bancos múltiplos era de quase 20%, contra 16% para os homens. Ela destacou mais de 370 iniciativas do Comitê Interinstitucional para Igualdade de Gênero em Entidades Financeiras, incluindo um piloto do Guia para Expandir a Inclusão Financeira das Mulheres no México. Emilio Romano, presidente da ABM, informou que 52% dos funcionários do banco são mulheres, mas apenas 30% ocupam cargos de liderança no final de 2025. "O talento não tem gênero, mas a liderança tem responsabilidade", afirmou.