O Banco do México (Banxico) anunciou a adoção de novas tecnologias para prevenir a lavagem de dinheiro, após acusações contra três instituições financeiras. A governadora Victoria Rodríguez Ceja enfatizou que o caso não representa risco sistêmico ao sistema financeiro mexicano.
O Banco do México (Banxico) está implementando novas tecnologias para fortalecer a prevenção à lavagem de dinheiro, com foco nos processos de due diligence, verificações e controles de risco para clientes e usuários. Essa medida vem no contexto de recentes acusações contra três instituições financeiras: CIBanco, Intercam Banco e Vector Casa de Bolsa.
Victoria Rodríguez Ceja, governadora do Banxico, declarou que não estão sendo realizados procedimentos semelhantes contra outras entidades do setor. Ela enfatizou que a situação dessas instituições decorre de fatores particulares de cada uma e não constitui um fenômeno generalizado. A participação delas no sistema financeiro é baixa, o que evita risco sistêmico.
O Banxico afirmou que o caso não representa risco à estabilidade do sistema financeiro mexicano e que mantém uma vigilância próxima em coordenação com as autoridades competentes. A instituição está fazendo um acompanhamento detalhado desde a origem do problema e continuará a agir, se necessário, com os instrumentos legais disponíveis para preservar a estabilidade financeira.
Rodríguez Ceja observou que a Secretaria de Finanças e a Comissão Nacional Bancária e de Valores Mobiliários (CNBV) implementaram medidas para assegurar a continuidade operacional das instituições envolvidas e mitigar possíveis efeitos adversos. Ela também destacou que o sistema financeiro mexicano permanece sólido, cumprindo as diretrizes de Basileia III sobre capital e liquidez, e operando sob os padrões internacionais do Grupo de Ação Financeira (GAFI).
A governadora também apontou a existência de canais de comunicação eficientes entre autoridades, instituições financeiras e contrapartes internacionais, especialmente com os homólogos dos EUA. O Banxico assegurou que as autoridades financeiras permanecem vigilantes e preparadas para agir em qualquer eventualidade.