O Tribunal Superior de Gauteng do Norte rejeitou o pedido do Dr. Wouter Basson para uma suspensão permanente de sua audiência disciplinar no Conselho de Profissões de Saúde da África do Sul (HPCSA). A juíza Irene de Vos declarou que as acusações são graves. Basson, ex-chefe do programa de guerra química e biológica da era do apartheid, enfrenta quatro acusações.
O cardiologista Dr. Wouter Basson, de 75 anos, que mantém uma clínica particular próspera na Cidade do Cabo, enfrenta acusações do HPCSA relacionadas à produção de substâncias incluindo Mandrax, MDMA e gás lacrimogêneo em larga escala, a transformação de gás CR em arma para morteiros usados em Angola, a fabricação de substâncias para sedar e sequestrar prisioneiros de guerra na Namíbia, e a distribuição de cápsulas de cianeto para unidades especiais.
A juíza Irene de Vos rejeitou o pedido de Basson na semana passada, observando que as acusações são graves e “pesam na balança contra a concessão de uma suspensão permanente”.
A Associação Médica Sul-Africana (Sama) pede sua remoção do registro. “A responsabilidade na medicina não está sujeita a prazo de validade. A ética médica se aplica a todos os contextos, incluindo o serviço militar”, afirmou o presidente, Dr. Mzulungile Nodikida.
Basson liderou o Project Coast, extinto em 1995. Ele foi absolvido em 2002 de 67 acusações pelo juiz Willie Hartzenberg, apesar de uma conclusão de má conduta feita pelo HPCSA em 2014, que ele contestou com sucesso posteriormente.