O Tribunal Superior de Justiça da Extremadura suspendeu um decreto do governo regional que buscava alterar os limites de áreas protegidas para evitar a demolição do resort de luxo Marina Isla de Valdecañas.
A decisão judicial, emitida em 9 de junho de 2026, ficou a favor da Ecologistas en Acción e constatou que o decreto aprovado em 16 de dezembro carecia de justificativa técnica ou ambiental. Os juízes declararam que a medida poderia servir como um atalho para resolver outras questões e tornar extremamente difícil o cumprimento de sentenças judiciais definitivas. A Suprema Corte ordenou a demolição completa do resort em 2022, o que inclui 185 villas de luxo, um hotel quatro estrelas e um campo de golfe. O Tribunal Constitucional rejeitou recursos relacionados no final de 2025. A Junta de Extremadura informou que recorrerá da suspensão e mantém que o decreto apenas corrige erros cartográficos obsoletos. O advogado da Ecologistas en Acción, Jaime Doreste, classificou a medida como uma clara fraude à lei, destinada a salvar o complexo.