Justiça do DF restabelece lei para uso de imóveis públicos no BRB

O desembargador Roberval Belinati, do TJDFT, suspendeu nesta terça-feira (17) liminar que impedia o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos ao Banco de Brasília (BRB), visando cobrir prejuízos do Banco Master. A decisão atende recurso do governo do Distrito Federal, acionista majoritário do banco. O BRB planeja captar até R$ 6,6 bilhões.

Na terça-feira, 17 de março, o desembargador Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), derrubou liminar de primeira instância que proibia o governo do Distrito Federal (GDF) de usar imóveis públicos como garantias para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). A medida inicial veio da 2ª Vara da Fazenda Pública, proferida pelo juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, atendendo ação popular de Ricardo Cappelli (PSB), Rodrigo Rollemberg e outros, que alegavam risco de dilapidação patrimonial. O GDF e o BRB recorreram na segunda-feira (16), argumentando interferência na ordem administrativa e prejuízos financeiros, incluindo possível liquidação ou intervenção federal no banco. Belinati destacou a 'relevante função social' do BRB, responsável por políticas de crédito, programas governamentais e serviços a servidores e cidadãos do DF. 'A adoção de providências pelo DF, autorizadas por lei aprovada pelo legislativo local, destinadas à preservação de ente estatal de tal magnitude é medida que atende a relevante interesse público primário', escreveu o desembargador. O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou a lei em 10 de março, listando nove imóveis para venda, transferência ou garantia em operações de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou bancos. O advogado dos autores, Rodrigo Pedreira, anunciou recurso. A decisão ocorre horas antes de assembleia de acionistas do BRB em 18 de março, para aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões, com prazo final no fim do mês para balanço de 2025.

Artigos relacionados

DF Legislative Assembly chamber during vote approving BRB capitalization bill with properties and R$6.6B loans.
Imagem gerada por IA

Câmara do DF aprova projeto para capitalizar o BRB

Reportado por IA Imagem gerada por IA

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, por 14 votos a 10, em dois turnos, o projeto de lei que autoriza o Governo do DF a capitalizar o Banco de Brasília (BRB) com nove imóveis públicos e empréstimos de até R$ 6,6 bilhões. A medida visa cobrir prejuízos relacionados a operações com o Banco Master. O texto agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha.

O Banco de Brasília (BRB) planeja entregar ao Banco Central até esta sexta-feira (6) um plano de capital para lidar com as perdas decorrentes da suposta fraude em carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. O plano inclui opções como criação de fundo imobiliário, empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aporte do Governo do Distrito Federal. Em paralelo, o presidente do BRB deve se reunir com deputados distritais para explicar o impacto da crise.

Reportado por IA

O governo do Distrito Federal encerrou 2025 com um rombo de R$ 1 bilhão em seu caixa, o que dificulta a injeção de recursos no Banco de Brasília (BRB). O banco estatal enfrenta perdas de operações suspeitas com o Banco Master, sob investigação da Polícia Federal. Especialistas indicam que a ajuda da União será inevitável para resolver a crise.

O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro após a prisão de seu controlador pela Polícia Federal, revelando conexões políticas e indícios de fraudes bilionárias. Instituições como STF e TCU respondem com decisões questionadas, ameaçando a credibilidade do Estado brasileiro. Especialistas clamam por rigor e transparência na apuração.

Reportado por IA

O Supremo Tribunal Federal divulgou depoimentos no inquérito do Banco Master, revelando irregularidades graves como apenas R$ 4 milhões em caixa apesar de R$ 80 bilhões em ativos. Enquanto isso, o INSS bloqueou R$ 2 bilhões em pagamentos por falta de comprovação de contratos de empréstimos consignados, e o Fundo Garantidor de Créditos prossegue com reembolsos a investidores.

O ministro do STF Flávio Dino suspendeu, em caráter liminar, a quebra de sigilo bancário e fiscal de uma empresária próxima a Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão mobilizou a defesa de Fábio Luis Lula da Silva para buscar o mesmo benefício e gerou críticas da CPI do INSS, que vê afronta ao Parlamento.

Reportado por IA

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu uma inspeção no Banco Central relacionada à liquidação do Banco Master, após pressão pública e análise preliminar que não apontou inação do regulador. A decisão ocorre em meio a uma CPMI proposta pela oposição para investigar irregularidades e interferências políticas no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Conexões com familiares de ministros do STF alimentam controvérsias sobre influência no Judiciário.

quinta-feira, 02 de abril de 2026, 01:09h

BRB negocia linha de liquidez do Banco Central para reforçar caixa

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, 20:12h

Conselheiros do BRB renunciam após indicação ligada à Reag

sábado, 07 de fevereiro de 2026, 12:31h

Brb sells r$ 5 billion in assets after banco master scandal

sábado, 31 de janeiro de 2026, 19:03h

Dias Toffoli formula 81 perguntas a Daniel Vorcaro no caso Banco Master

sábado, 17 de janeiro de 2026, 11:33h

Lista de 36 empresas revela empréstimos suspeitos do banco master

terça-feira, 13 de janeiro de 2026, 05:16h

Celina Leão indica Edison Garcia para presidir conselho do BRB

terça-feira, 30 de dezembro de 2025, 14:36h

Vorcaro e ex-presidente do BRB enfrentam acareação no STF

sábado, 27 de dezembro de 2025, 04:26h

Toffoli mantém diretor do BC em acareação do caso Master

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, 22:44h

Toffoli mantém acareação no caso Banco Master apesar de objeção da PGR

terça-feira, 18 de novembro de 2025, 12:36h

Banco central liquida banco master após prisões da pf

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar