A Fiscalia Nacional Económica (FNE) do Chile ordenou uma investigação sobre os efeitos da aquisição da Molycop pela indiana Tega Industries e pelos fundos da Apollo Global Management. O negócio, anunciado em setembro de 2025 e avaliado em cerca de US$ 1,5 bilhão, confere à Tega uma participação de 77% e à Apollo 23%. O órgão regulador pretende descartar riscos à livre concorrência no mercado nacional.
A FNE decidiu abrir a investigação sob o processo F452-2026, conforme o artigo 50, terceiro inciso do Decreto-Lei 211. A notificação inicial chegou em 22 de janeiro de 2026, foi considerada incompleta em 5 de fevereiro e complementada pelas empresas em 13 de fevereiro. A investigação foca nos efeitos de a Tega e a Apollo potencialmente obterem influência decisiva sobre o Grupo Molycop, particularmente no setor de mineração do Chile, onde a empresa desempenha um papel importante. A Molycop opera por meio da Mol-Cop S.A. e da Moly-Cop Chile S.A., com fábricas em Mejillones e Talcahuano — operacionais desde 1961 — produzindo bolas de moagem SAG para 80% das minas do país. Anteriormente de propriedade da American Industrial Partners (AIP), a Tega Industries, sediada em Calcutá e focada em componentes de processamento mineral, deterá a participação majoritária de 77%. A Apollo, que gerencia mais de US$ 840 bilhões em ativos até junho de 2025, retém 23%. O negócio ocorre em meio a ajustes da Molycop no Chile devido a distorções de preços causadas pelas importações de aço chinês.