Pesquisadores de Harvard desenvolveram um chip de silício que sintetiza 64 sequências de DNA simultaneamente usando eletricidade e enzimas à base de água. O dispositivo oferece uma alternativa mais limpa aos métodos químicos tradicionais para a produção de DNA sintético.
O chip foi apresentado em um estudo publicado na Nature Electronics. Ele depende de correntes elétricas controladas para desencadear reações de construção de DNA em locais específicos na superfície de silício, evitando solventes orgânicos perigosos.
Liderada por Donhee Ham, professor de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. e Elizabeth S. Armstrong, a equipe adaptou uma tecnologia originalmente projetada para registrar a atividade neuronal. Cada um dos 64 locais de síntese possui eletrodos em anel que localizam condições ácidas para cultivar fitas de DNA únicas com até 39 nucleotídeos de comprimento.
Os pesquisadores demonstraram o chip codificando um texto de 169 bytes nas sequências sintetizadas. Eles observaram que escalar a abordagem exigirá avanços na química de desproteção, já que as limitações atuais decorrem das enzimas e não do hardware de silício.
O projeto envolveu colaboradores do Broad Institute, da DNA Script e da POSTECH. O Escritório de Desenvolvimento de Tecnologia de Harvard registrou a propriedade intelectual relacionada.