A Autoridade de Receita do Quênia (KRA) planeja mudanças significativas na Lei do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), eliminando o limite de faturamento anual de KSh 5 milhões para o registro do imposto. Isso exigiria que todas as empresas, incluindo microempresas, cobrassem 16% de IVA sobre bens e serviços tributáveis e o recolhessem mensalmente à KRA. A autoridade afirma que a medida ampliará a base tributária e aumentará a arrecadação de KSh 653 bilhões para mais de KSh 1 trilhão.
A Autoridade de Receita do Quênia busca alterar a seção 34 (1a) da Lei do IVA, eliminando o limite de faturamento anual de KSh 5 milhões para o registro e estabelecendo-o, na prática, em zero. Todas as empresas passariam a atuar como agentes de retenção de IVA, incluindo pequenos comerciantes que lidam com itens do cotidiano, como telefones celulares, refrigerantes, água engarrafada, cosméticos, lanches, gás de cozinha e derivados de petróleo. Prestadores de serviços, como consultores, também precisariam incluir os 16% de IVA em suas taxas. A KRA afirma que a mudança endereça uma lacuna de arrecadação de IVA de 38% e elevaria as receitas de KSh 653 bilhões para mais de KSh 1 trilhão. A medida pode levar a aumentos de preços, à medida que os comerciantes repassam a carga tributária aos consumidores. Anteriormente, o IVA de 16% aplicava-se a empresas com fornecimentos tributáveis anuais de KSh 5 milhões ou mais, com as menores podendo se registrar voluntariamente. Esta proposta contradiz as discussões do Projeto de Lei Financeiro de 2024 e 2025/2026, que sugeriam elevar o limite para KSh 8 milhões para facilitar a conformidade de pequenas empresas. Embora a KRA enfatize o alargamento da base tributária para melhorar a arrecadação, persistem preocupações de que o aumento da carga de conformidade possa dificultar o crescimento de pequenas empresas e forçar o fechamento de algumas delas.