O ministro do STF André Mendonça determinou maior transparência no caso do Banco Master ao ordenar a entrega de dados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à CPI do INSS e à Polícia Federal. A decisão torna facultativa a presença de Vorcaro na comissão e reduz riscos de manipulação de provas. Paralelamente, relatos de festas promovidas por Vorcaro com autoridades ampliam suspeitas de influência indevida no poder.
O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou novos contornos com a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entregue à CPI do INSS os dados obtidos de quebra de sigilo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Essas informações também ficarão com a Polícia Federal, o que, segundo fontes, diminui o risco de provas serem corrompidas ou usadas de forma seletiva sob a pressão recente sofrida pela PF.
Mendonça ainda dispensou a obrigatoriedade de Vorcaro comparecer à CPI, marcada para 23 de fevereiro de 2026, tornando sua presença facultativa. Vorcaro já informou que não comparecerá à comissão e provavelmente também não irá à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, agendada para o dia seguinte, apesar de acordo prévio com o presidente da CAE, senador Renan Calheiros.
Essa medida visa maior transparência no processo, que anteriormente estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli e envolveu restrições à investigação da PF. A decisão de Mendonça concede mais autonomia à polícia e limita estratégias de defesa de Vorcaro, que foi preso em novembro de 2025 e tem atuado nos bastidores para influenciar narrativas.
Em paralelo, relatos sobre festas promovidas por Vorcaro durante a fraude bilionária no banco descrevem eventos com autoridades, 'mulheres bonitas, pouca roupa e muito álcool', incluindo estrangeiras sem domínio do português. O colunista José Casado, em análise no programa Os Três Poderes, destacou que esses encontros podem revelar proteção política e institucional ao banco, configurando possível 'captura do Estado' por interesses privados. Ele alertou para o potencial de vídeos gravados, que poderiam impactar investigações judiciais e evitar nulidades processuais por suspeição.
O caso, que envolve relações financeiras perigosas da família Vorcaro com Toffoli, pressiona o Congresso, o Judiciário e o governo, com expectativa de repercussão na campanha eleitoral. Autoridades como Alexandre de Moraes e Alcolumbre veem perda de controle sobre o processo, conforme reportado na semana encerrada em 20 de fevereiro de 2026.