Pesquisadores liderados pelo Dr. Alireza Zamani, da Universidade de Turku, identificaram quatro espécies de tarântulas anteriormente desconhecidas na Península Arábica e no Chifre da África. Essas aranhas são tão distintas que exigiram a criação de um novo gênero, Satyrex, nomeado a partir de uma figura mitológica e do latim para rei. Os machos apresentam os maiores palpos já registrados em tarântulas, possivelmente para acasalar com segurança com fêmeas agressivas.
A equipe do Dr. Zamani estabeleceu o gênero Satyrex com base em dados morfológicos e moleculares, diferenciando-o de seus parentes mais próximos. O nome combina Satyr, conhecido por sua anatomia exagerada, com rēx, que significa rei. A Satyrex ferox, a maior das espécies, atinge uma envergadura de pernas de 14 cm, com palpos masculinos de até 5 cm de comprimento — quase quatro vezes o tamanho da parte frontal do corpo e quase tão longos quanto as pernas. O Dr. Zamani observou: 'Os machos dessas aranhas possuem os maiores palpos entre todas as tarântulas conhecidas'. Os palpos transferem esperma durante o acasalamento. A equipe sugere que esses palpos alongados permitem que os machos mantenham distância das fêmeas, evitando ataques ou canibalismo. A Satyrex ferox faz jus ao nome, que significa feroz. Diante de perturbações, ela levanta as pernas dianteiras em sinal de ameaça e sibila ao esfregar pelos especializados. O Dr. Zamani explicou: 'Esta espécie é altamente defensiva... produz um som sibilante alto'. As novas espécies são S. arabicus, S. somalicus — nomeadas de acordo com suas regiões — e S. speciosus, por suas cores vivas. O gênero inclui a S. longimanus, descrita pela primeira vez no Iêmen em 1903 e reclassificada de Monocentropus devido aos seus palpos incomumente longos. Todas as tarântulas Satyrex são fossoriais, cavando tocas sob arbustos ou rochas. O estudo foi publicado na revista de acesso aberto ZooKeys.