Pesquisadores identificaram uma nova espécie de víbora peçonhenta nas montanhas enevoadas do oeste de Sichuan, na China, anteriormente confundida com uma serpente comum. Nomeada Trimeresurus lii em homenagem ao filósofo Laozi, a víbora-verde-de-Huaxi apresenta marcações e cores de olhos distintas entre machos e fêmeas. A análise de DNA confirmou sua linhagem evolutiva única em um ponto de biodiversidade global.
Uma equipe do Instituto de Biologia de Chengdu e do Parque Nacional do Panda Gigante descobriu a víbora-verde-de-Huaxi durante um levantamento da vida selvagem na Zona de Chuvas do Oeste da China. Inicialmente considerada a víbora-do-bambu, Trimeresurus stejnegeri, as serpentes revelaram-se distintas por meio de testes genéticos e exames físicos, incluindo escamas cefálicas lisas. Esta marca a 58ª espécie do gênero Trimeresurus e a segunda de seu subgênero na província de Sichuan. A espécie pode atingir quase 80 centímetros de comprimento e habita florestas úmidas ao redor do Monte Emei e da Montanha Nevada de Xiling. Os pesquisadores a nomearam Trimeresurus lii para homenagear Li Er, conhecido como Laozi. O pesquisador principal, Bo Cai, explicou: O nome específico lii homenageia Li Er, o antigo filósofo chinês mais conhecido como Laozi. Seus ensinamentos enfatizam a coexistência harmoniosa entre humanos e a natureza, um princípio que se alinha perfeitamente à missão de conservação do Parque Nacional do Panda Gigante, onde esta espécie foi descoberta. Os machos exibem uma faixa vermelha e branca marcante ao longo dos lados e olhos cor de âmbar, enquanto as fêmeas possuem uma faixa amarela e olhos amarelo-alaranjados, ambas compartilhando um corpo verde vívido que as camufla em ambientes exuberantes. Como uma serpente peçonhenta em áreas que coincidem com a atividade humana, ela representa riscos potenciais para moradores e visitantes. A descoberta, detalhada na revista Zoosystematics and Evolution, ressalta as descobertas contínuas em regiões bem exploradas. A equipe de pesquisa afirmou: Esta descoberta destaca a importância de levantamentos de campo contínuos em pontos críticos de biodiversidade.