Inquérito TRC ouvirá argumentos de Zuma sobre recusa de Khampepe

O Inquérito dos Casos da Comissão Verdade e Reconciliação ouvirá na sexta-feira os argumentos orais dos advogados do ex-presidente Jacob Zuma sobre por que a presidente Juíza Sisi Khampepe deve se afastar. Zuma pediu a recusa dela no final do ano passado, argumentando que seus papéis anteriores a tornam inadequada para liderar a comissão. Suas alegações incluem potenciais conflitos com ex-colegas e acusações de conduta imprópria.

O Inquérito dos Casos da Comissão Verdade e Reconciliação (TRC) está marcado para se reunir na sexta-feira a fim de considerar os argumentos da equipe jurídica do ex-presidente Jacob Zuma quanto à recusa de sua presidente, Juíza Sisi Khampepe. Zuma apresentou seu pedido de remoção dela no final do ano passado, afirmando que suas posições profissionais anteriores a tornam inapta para supervisionar os procedimentos. Em sua declaração fundadora, Zuma destacou que Khampepe pode enfrentar desafios para avaliar imparcialmente os depoimentos de testemunhas, incluindo ex-colegas e superiores da TRC e da Autoridade Nacional de Processos (NPA). Ele também a acusou de má conduta, alegando que ela realizou discussões secretas com o Líder Principal de Provas do inquérito, Advogado Ismael Semenya, para minar um pedido separado de recusa contra Zuma, iniciado por instituições estatais e famílias de vítimas. Por esses motivos, Zuma busca encaminhá-la à Comissão de Serviços Judiciais (JSC). Zuma também alegou que a animosidade pessoal de Khampepe contra ele, oriunda de seu tempo como Juíza do Tribunal Constitucional, contribuiu para o que ele descreve como uma decisão ilegal que resultou em sua sentença de 15 meses de prisão por não comparecer à Comissão Zondo. Este pedido ganhou apoio de outras figuras proeminentes, incluindo o ex-presidente Thabo Mbeki, a ex-ministra da Justiça Brigitte Mabandla, a ex-ministra interina da Justiça Thoko Didiza e o ex-ministro da Inteligência Ronnie Kasrils, que apresentaram pedidos semelhantes. A audiência ocorre no meio de um escrutínio contínuo sobre o tratamento pela TRC de casos históricos, com o envolvimento de Zuma destacando tensões remanescentes dos esforços de reconciliação pós-apartheid na África do Sul.

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