O presidente Trump emitiu um decreto executivo na quarta-feira que reclassifica cerca de 8 mil servidores públicos federais seniores como funcionários sem estabilidade, que podem ser demitidos sem justa causa. A medida tem como alvo cargos de nível GS-15 com influência política e segue esforços iniciados em seu primeiro mandato. A ação já provocou processos judiciais por parte de grupos de defesa.
O decreto cria uma nova categoria de Política/Carreira para esses cargos, que incluem líderes de escritórios de políticas, chefes regionais, gerentes de programas e oficiais seniores de relações públicas. A Casa Branca afirma que a mudança promove a responsabilidade em relação à agenda do presidente eleito, sem alterar os processos de contratação ou remover proteções a denunciantes. Críticos argumentam que a mudança enfraquece o sistema de serviço civil apartidário estabelecido após o assassinato do presidente Garfield em 1881. Skye Perryman, da Democracy Forward, disse que os funcionários não deveriam ser alvo do governo que servem, alertando que isso prejudica os serviços públicos em todo o país. O diretor do Escritório de Gestão de Pessoal, Scott Kupor, defendeu a política como uma forma de restaurar o controle democrático, comparando-a à responsabilidade do setor privado perante um CEO. Desafios legais estão em andamento, com especialistas prevendo que a questão poderá chegar à Suprema Corte.