A Câmara dos EUA falhou em anular o veto do presidente Donald Trump em dezembro a um projeto de lei bipartidista que transferia 30 acres de terras dos Everglades da Flórida para a Tribo Miccosukee. Trump citou a oposição da tribo a um centro de detenção de imigrantes próximo. A decisão paralisa os esforços tribais para restaurar a área e proteger contra inundações impulsionadas pelo clima.
A Lei da Área Reservada Miccosukee, aprovada pelo Congresso em 11 de dezembro de 2025, visava expandir as terras reservadas da tribo nos Everglades em 30 acres, incluindo a área do Acampamento Osceola. Isso apoiaria restauração ambiental, defesas contra inundações e projetos de elevação em meio a ameaças climáticas crescentes—benefícios perseguidos há muito por esforços bipartidários. O presidente Miccosukee Cypress saudou o projeto como esclarecimento de terras tribais históricas anteriores a desenvolvimentos modernos como estradas e o Parque Nacional dos Everglades. No entanto, Trump vetou-o em 30 de dezembro—um de seus primeiros atos no segundo mandato—ligando-o à ação judicial da tribo em julho de 2025 contra 'Alligator Alcatraz', uma instalação de detenção de imigrantes proposta. Em 9 de janeiro de 2026, a Câmara debateu a anulação. A deputada democrata Debbie Wasserman Schultz denunciou o veto como 'vingança', enquanto o patrocinador republicano original, deputado Carlos Gimenez, havia elogiado anteriormente o papel da tribo na gestão de águas. A anulação falhou, escurecendo as perspectivas sem maioria democrata. Acadêmicos jurídicos chamaram o veto de excepcional. Kevin Washburn da UC Berkeley observou que rejeições raramente dependem de questões não relacionadas, enquanto Matthew Fletcher da U Michigan destacou a ironia de tribos recomprarem terras ancestrais em meio ao apoio bipartidário típico. Estudos mostram que tais retornos geram ganhos climáticos, mas projetos tribais enfrentam ventos contrários no mandato de Trump.