A eleição de Wilson Díaz Sterling como contralor do Huila está em risco devido a uma ação judicial que alega sua inelegibilidade por seu cargo ativo de notário no departamento. Carlos Andrés López, segundo na terna, contesta a legalidade do processo, citando violações constitucionais e atrasos na posse. O Tribunal Administrativo do Huila avaliará se anula o nomeamento.
Wilson Díaz Sterling foi eleito contralor do Huila em 18 de novembro de 2025 pela Assembleia Departamental, obtendo 11 de 12 votos possíveis entre 96 candidatos. Próximo ao governador Rodrigo Villalba, tomou posse em meio a controvérsias legais que surgiram logo em seguida. Carlos Andrés López, ex-contralor de Villavicencio e segundo na terna com Carlos Eduardo Tovar Galindo, ingressou com ação de nulidade eleitoral. Argumenta que Díaz Sterling era inelegível por ocupar o cargo de Tabelião Único de Aipe, um emprego público no mesmo departamento no ano anterior, violando o artigo 272 da Constituição Política e a Lei 330 de 1996. A jurisprudência do Conselho de Estado vê os notários como servidores públicos devido ao seu papel na fé pública e no Poder Executivo. López também contesta a posse de Díaz Sterling, realizada em 20 de dezembro de 2025 perante o Quinto Cartório de Neiva, 32 dias após a eleição, ultrapassando o prazo legal de 15 dias corridos que terminava em 3 de dezembro. O autor afirma que não houve justificativa válida de força maior, como incapacidade médica não comprovada ou atraso na renúncia ao tabelionato, aceita apenas em 18 de dezembro pelo Decreto 1386. O magistrado Ramiro Aponte Pino determinou o envio da ação para que as partes se manifestem sobre possível suspensão provisória. Díaz Sterling defende sua eleição, alegando inexistência de incompatibilidade e assumindo as funções a partir de 1º de janeiro de 2026. Se a ação vingar, poderá declarar a nulidade e determinar nova eleição, deixando o departamento com um contralor em exercício.