A startup brasileira Liquidz, com investimento do treinador Bernardo Rezende, conhecido como Bernardinho, pretende triplicar seu tamanho até o final de 2026. A empresa vende sachês de eletrólitos que transformam água em bebidas isotônicas com menos corantes e calorias. O foco agora é expandir para o público geral e canais físicos de venda.
A Liquidz recebeu aporte do treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardo Rezende —o Bernardinho—, além de Ricardo Dias, ex-CEO da Neve, em uma rodada de investimentos chamada de "family and friends" pelo fundador Octavio Domit.
Os sachês da empresa adicionados à água criam bebidas isotônicas, posicionadas como alternativa com menos corantes artificiais e calorias em comparação a marcas como Gatorade e Powerade. Inicialmente voltada para atletas de alto rendimento, como corredores, a startup conta hoje com 500 influenciadores digitais e mais de 1.300 em lista de espera. Recentemente, firmou parceria com a prova Ironman para um sachê de sabor neutro.
Para crescer, a Liquidz expande para canais físicos premium, como Track & Field, Centauro e lojas de suplementos, visando 3.000 pontos de venda, embora 70% do faturamento venha de e-commerces como seu site, Mercado Livre e TikTok Shop. "LIQUIDZ é status", afirma Domit, enfatizando a seleção de canais para evitar commoditização.
A empresa defende que dois litros de água diários não bastam e promove eletrólitos para todos, inclusive em protocolos de emagrecimento com clínicas em São Paulo. Domit menciona 1.500 profissionais de saúde em sua comunidade e alerta para uma "epidemia de desidratação". Contudo, o nutrólogo Carlos Alberto Werutsly, diretor da Abran, contesta: adultos com alimentação saudável não precisam de suplementos, e alerta para o alto sódio em isotônicos, recomendando-os só para atletas que suam muito.
Outras marcas, como Liquid I.V. da Unilever e + Eletrólitos da Água na Caixa, competem no segmento, mas Domit destaca: "Somos a primeira empresa brasileira 100% focada em hidratação".