Vereador de SP usa peruca e batom para criticar inclusão de misoginia na Lei do Racismo

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil), da Câmara Municipal de São Paulo, vestiu peruca e passou batom no plenário para criticar projeto aprovado no Senado que inclui misoginia entre crimes de preconceito da Lei do Racismo. A proposta, aprovada na terça-feira (24) com 67 votos, segue para a Câmara dos Deputados.

O Senado Federal aprovou na terça-feira, 24 de março de 2026, projeto de lei proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS), que inclui a misoginia — definida como 'conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres' — entre os crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989). A aprovação ocorreu com 67 votos favoráveis e segue para análise na Câmara dos Deputados, onde já gera controvérsias. A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão e multa para injúria misógina, além de punições para discriminação contra mulheres, como reclusão de 1 a 3 anos e multa, com agravantes em redes sociais ou eventos públicos. Soraya Thronicke afirmou no plenário: 'O machismo sustenta desigualdades; a misoginia motiva violência; o feminismo busca equidade'.Na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Adrilles Jorge (União Brasil) criticou o texto na quarta-feira (25), dirigindo-se à vereadora Silvia Ferraro (PSOL), da Bancada Feminista. Enquanto colocava a peruca e passava batom, ele disse: 'A qualquer pessoa é dado o direito de ser mulher, inclusive transexuais. [...] a lei não define o que é uma mulher'. Jorge chamou o trecho de 'jabuti' e argumentou que o texto é impreciso, permitindo que homens se declarem mulheres para evitar punições.Silvia Ferraro rebateu: 'Em meio a uma epidemia de feminicídios, é vergonhoso que um vereador esteja preocupado em defender homens misóginos e combater uma lei que visa proteger mulheres'. A assessoria de Jorge não retornou contato até a publicação.Na Câmara dos Deputados, Bia Kicis (PL-DF) criticou o projeto por gerar 'divisão e ódio entre homens e mulheres', enquanto Dandara Tonantzin (PT-MG) defendeu sua aprovação para mudar a 'cultura de tolerância à violência de gênero'. A lei original de 1989 já foi alterada em 1997, 2010, 2012 e 2023.

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