Estudo mostra impacto positivo de professores negros em alunos negros

Um estudo recente revela que a presença de professores negros nas escolas brasileiras melhora significativamente o sucesso escolar e profissional de alunos negros, reduzindo desigualdades raciais. A pesquisa, conduzida por Pedro Lopes, analisou dados de milhões de estudantes entre 2012 e 2023.

Um estudo publicado em janeiro de 2026 pelo economista Pedro Lopes, doutor pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), demonstra os benefícios da diversidade racial no corpo docente brasileiro. A pesquisa utilizou bases de dados como o Censo Escolar, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para rastrear dois grupos de cerca de um milhão de estudantes cada, ao longo de 12 anos, desde a educação básica até o mercado de trabalho.

Os resultados indicam que elevar a proporção de professores negros de 0% para 50% aumenta as chances de conclusão do ensino médio em 1,9%, de ingresso no superior em 3,9%, de conclusão da graduação aos 25 anos em 5,2% e de elevação nos rendimentos profissionais em 2,3%. Esses ganhos não afetam o desempenho de alunos brancos e são mais pronunciados entre estudantes com pior desempenho inicial, que frequentemente abandonam os estudos.

Lopes explica que esses percentuais representam uma redução de 30% na desigualdade educacional racial e de 60% na disparidade salarial. "Os resultados ilustram que os professores negros já têm importância na redução das desigualdades e que há potencial quando a composição racial do corpo docente é similar à da população", afirma o autor.

Dados do Censo Escolar de 2024 mostram que 56,8% dos alunos se identificam como negros, contra 44,4% dos professores. Especialistas como a psicóloga Cida Bento destacam que professores negros inspiram pertencimento e autoestima nos alunos. "Isso cria um sentimento de pertencimento à escola", diz ela.

O economista Michael França, colunista da Folha, vê o estudo como um caminho para mitigar lacunas raciais. Já o reitor José Vicente, da Universidade Zumbi dos Palmares, relata experiências pessoais de alívio e motivação ao ver professores negros. Políticas como cotas e educação antirracista são sugeridas para ampliar esses efeitos.

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